Especificação de todos
Quem afirma que o ECMA OpenOXML foi criado isoladamente pela Microsoft está enganado. A especificação levou em conta a experiência e a habilidade de outros membros da cadeia de valor, como produtores, revendedores, compradores, usuários e entidades regulatórias.
Empresas e entidades como Apple, Barclays Capital, BP, The British Library, Essilor, Intel, The Library of Congress, Microsoft, NextPage, Novell, Statoil e Toshiba participaram dos trabalhos do Ecma TC 45 (Office OPen XML Formats) para a criação do Ecma-376.
Decisões de design não são necessariamente bugs
Alguns críticos do ECMA OpenOXML alegam que o padrão tem uma restrição que impede que ele suporte datas anteriores ao ano de 1900.
Ora, decisões de design de uma especificação determinam seu conjunto de funcionalidades, não representando, necessariamente, um bug ou falha. A especificação do ECMA OpenOXML determina que datas fora do intervalo 1900-9999 (representadas por números entre 1 e 2,958,465 – para o sistema 1900 – e 1 e 2,957,003, para o sistema 1904 devem ser tratadas como “ill-formed”.
Essa característica não é considerada uma inviabilidade ténica ou “bug” e não contradiz o padrão ISSO 8601. É apenas uma limitação prevista na especificação e pode ser discutida durante as reuniões técnicas da ISO por todo o mundo.
ECMA OpenOXML e outros padrões ISO
Ainda sobre a aceitação do ECMA OpenOXML como padrão ISO, quem é contra a proposta diz que o ECMA OpenOXML é conflitante com outros padrões ISO, como o ISO 8601, ISO 639 e ISO/IEC 10118-3. Vamos esclarecer alguns pontos.
1- ISO 8601 (Representação de formatos de data e hora): O ECMA OpenOXML oferece um formato que permite que números sejam formatados em datas, incluindo o padrão ISO 8601 e possibilita também que números sejam usados tanto em fórmulas numéricas quanto de data. O ECMA OpenOXML suporta dois sistemas para converter números em suas respectivas datas:
- Sistema base de datas 1900: Apresenta erros técnicos utilizado em implementações antigas, como a do Lotus 1-2-3. É mantido devido ao compromisso do ECMA OpenOXML em manter compatibilidade com o legado de documentos.
- Sistema Base de Datas 1904: Representa corretamente as datas do calendário Gregoriano
2- ISO 639 (Códigos para nomes de idiomas): O ECMA OpenOXML faz uso completo do padrão ISO 639-1.
3- ISO/IEC 10118-3 (security hash-functions): O ECMA OpenOXML não usa funções hash para segurança. Ao contrário, elas são usadas como um método de ofuscação para não permitir que senhas passem por processos de engenharia reversa. Esse mecanismo não contradiz de modo algum o padrão ISO/IEC 10118-3:2005, já que não previne o uso de outros padrões no mesmo sistema e permite compatibilidade com legado de documentos.
Propriedade intelectual e compatibilidade do ECMA OpenOXML
Há quem diga que não existem garantias de que é possível escrever um software que implemente a especificação OOXML sem desrespeitar patentes. Mas isso não é verdade.
Além da especificação estar sob uma licença Royalty-free Reasonable and Non-Discriminatory (RAND), a Microsoft já fez dois anúncios em relação a assuntos de propriedade intelectual, indicados e linkados a seguir:
Microsoft´s Open Specification Promise
Outro tema que sempre vem à tona quando o assunto é a aceitação do ECMA OpenOXML como padrão ISO é a questão da compabilidade. Quase 400 páginas da seção 2.15 da parte 4 da especificação do ECMA OpenOXML descrevem 206 elementos de compatibilidade. As configurações de compatibilidade são importantes para garantir o equilíbrio entre a interoperabilidade entre aplicações e compatibilidade com documentos legados. As configurações de compatibilidade na especificação do ECMA OpenOXML foram feitas com o intuito de garantir o formato mais interoperável possível sem causar impactos negativos para o usuário final.
Cada um tem um objetivo
Retomando a discussão sobre a importância de tornar o ECMA OpenOXML um padrão ISO, volto a tocar em um ponto fundamental: a existência de mais de um padrão permite que diferentes necessidades do usuário sejam atendidas de forma melhor.
O ECMA OpenOXML e o ODF foram projetados para fins distintos. O primeiro é capaz de representar a maioria dos documentos Office já existentes em forma e funcionalidade. Já o ODF é apropriado para documentos que contêm textos, planilhas e gráficos. Em comparação ao ECMA OpenOXML, a especificação do ODF é pequena e simples, mas não é otimizada para representar documentos já existentes. Outro ponto que vale ressaltar é que o ODF tem compatibilidade com o W3CXML, que sugere que ele deve, sempre que possível e permitido, “tomar emprestado” padrões pré-existentes.
O ECMA OpenOXML foi criado para otimizar o nível de precisão e detalhes de forma a garantir um legado de bilhões de documentos e também é capaz de hospedar dados personalizados dentro do documento, o que é muito bom para as empresas, já que elas podem usar informações de outras aplicações e sistemas sem grandes esforços. Isso é fundamental para desenvolvedores que buscam incorporar informações de negócios nos documentos em tempo real.
A importância do ECMA OpenOXML ser aceito com o padrão ISO envolve não só desenvolvedores, mas também a indústria. No site Open XML Community há uma lista com mais de 800 membros, entre profissionais, instituições públicas, governos, negócios e desevolvedores, que apóiam o ECMA OpenOXML e seu processo na ISO/IEC. E vale lembrar que empresas como Novell, em sua versão do OpenOffice.org; Corel, com o WordPerfect; DataViz, com suporte ao Open XML em smartphones e PDas rodando PalmOS; e IBM, com o OBM DB2 pure XML; estão trabalhando na implementação do ECMA OpenOXML.
Por que é melhor ter dois padrões ISO para formatos de documentos digitais?
Uma das mais importantes discussões da indústria de TI dos últimos tempos é sobre a aceitação ou não do ECMA OpenXML como padrão ISO. Há quem diga que a possibilidade de haver dois padrões ISO, o ECMA OpenXML e o ODF, é prejudicial para a indústria. Mas penso que o raciocínio deve ser justamente o contrário. Se houver apenas um padrão ISO, qual garantia a indústria terá de que ele atenderá todas as suas necessidades, passadas, presentes e futuras?
Já vimos essa mesma discussão acontecer em diversos momentos e podemos dizer que o ideal é sempre criarmos alternativas e deixar que o mercado avalie qual é o melhor cenário para cada uma delas ser usada. No caso de fotos, por exemplo, há diversos padrões: JPEG, TIF e GIF. Todos são bem descritos, o que garante que as ferramentas de conversão funcionem adequadamente.
Em diversos cenários, haverá sim a necessidade de promover a interoperabilidade entre o ODF e o ECMA OpenXML. Mas isso não deve ser encarado como um problema, pois a tendência é que os aplicativos já sejam desenvolvidos com recursos de interoperabilidade. O Office 2007, por exemplo, já tem um tradutor de ODF.
A existência de dois padrões ISO garante liberdade de escolha para os clientes, gerando novas oportunidades de negócios.
Hyperic
Sam Ramji se encontrou com Javier Soltero, CEO da Hyperic durante a OSBC. Ramji começou a conversa dizendo que Soltero não precisaria falar sobre o software da Hyperic, porque ele e a equipe do laboratório open source estavam bastante impressionados com a solução.
Ramji diz que Soltero ficou contente, mas não surpreso com o comentário.
Quer saber mais sobre o encontro? Confira o post completo.
Climate Savers Computing Initiative
Em tempos de aquecimento global, todo mundo tem que fazer a sua parte – inclusive a indústria de TI. Microsoft, Google, Intel, Dell, EDS, EPA, HP, IBM, Lenovo e outras 25 organizações estão participando de uma iniciativa chamada “Climate Savers Computing“. O objetivo é reunir consumidores, governo, indústria e organizações de proteção para aumentar a eficiência energética de computadores e servidores.
Fabricantes de computadores e componentes que aderirem à iniciativa se comprometerão a fabricar produtos dentro de parâmetros específicos de eficiência energética. Além disso, o objetivo é educar consumidores e pessoas de TI sobre gerenciamento de energia de computadores e mostrar como cada pessoa pode reduzir o consumo energético de suas máquinas sem perda de produtividade.
“Reduzir a emissão de gases aumentando a eficiência energética é um desafio que abrange negócios e empresas de todos os tamanhos. Trabalhar juntos por meio do Climate Savers Program é uma forma importante de competidores e parceiros, por meio da tecnoloigia, tratar deste importante problema”, diz Michael Rawding, vice-presidente para projetos especiais da Microsoft.
No PDF indicado aqui no post, você pode ler a proposta completa da iniciativa, além de saber como participar.
Climate-Savers-Computing-whitepaper.pdf
Diário de bordo
Os alunos do Open Source Interop Lab Microsoft prepararam mais um “diário de bordo” sobre a rotina no laborátorio. Dessa vez, eles escrevem sobre o desenvolvimento de games com C# e Framework XNA.
O resultado é um “diário de bordo” ainda mais completo do que o primeiro, sobre o qual também escrevi aqui no Porta. Eles produziram dois documentos. Um deles conta todo o processo de desenvolvimento do jogo, desde o momento em que eles receberam o convite.
O outro é o resultado de todo o trabalho desenvolvido pela equipe: um Power Point com a apresentação feita durante o “i2007 – Inovação e Tecnologia”. Para ver os dois arquivos, basta acessar o Codeplex, em www.codeplex.com/ndos.
Mais um acordo Microsoft e Linux
Um novo acordo de interoperabilidade Microsoft e Linux acaba de ser anunciado. Microsoft e Linspire firmaram um amplo acordo de colaboração que vai permitir à Linspire a trazer para o mercado melhores soluções de interoperabilidade, além de avanços na compatibilidade de documentos, instant messaging, true type fonts e programas de mídia digital já existentes.
Esses compromissos são muito benéficos para os clientes, porque com o avanço na interoperabilidade, maiores serão as garantias de propriedade intelectual e as soluções de gerenciamento de sistemas.
Nos últimos 12 meses, a Microsoft anunciou acordos de licenciamento com empresas como Novell, Xandros, JBoss, XenSource, Samsung e LGE, entre outras.
Interoperabilidade entre Windows e Linux
Neste vídeo (sem áudio) é mostrado como um usuário criado no serviço de diretório Active Directory pode fazer o logon numa estação SUSE Linux. Além disso, depois de efetuado o logon na estação SUSE Linux, ele poderá acessar e editar documentos num site Web em Windows SharePoint Services configurado com o recurso de controle de versão.
O ambiente do vídeo é composto por:
- Um Windows Server 2003 R2 com SP2 desempenhando a função de controlador de domínio do Active Directory e com IIS 6.0, Windows SharePoint Services 3.0 e Word 2007 instalados.
- Um SUSE Linux Enterprise Desktop 10 com FireFox, OpenOffice 2.0 e Quest?s VAS client for Linux.
Núcleo
Navegando no Port 25, o título de um dos mais recentes posts de Bill Hilf me chamou a atenção: “Núcleo”. Fiquei curioso e comecei a ler o texto.
Hilf começa dizendo que recentemente a Microsoft anunciou a adição do Internet INformation Services 7.0 (IIS7) à opção de instalação Server Core do Windows Server 2008.
Ele explica as vantagens do Server Core e diz por que está tão animado com a novidade: “Na minha opinião, o que é excitante em relação a este anúncio é que ele mostra a totalidade das capacidades do Windows Server 2008″.
Para ler o post na íntegra, clique aqui.
Interoperabilidade: Xandros e Microsoft juntas
É muito bom ver a evolução dos acordos de interoperabilidade entre Windows e Linux. Um dos mais recentes foi anunciado na última semana. A Microsoft e a Xandros anunciaram um amplo acordo de colaboração baseado em aspectos técnicos, de negócios, marketing e propriedade intelectual.
Nos próximos cinco anos, as duas empresas manterão o foco em cinco pontos:
1- Interoperabilidade no gerenciamento de sistemas, o que pode significar redução de custos operacionais de grandes redes computacionais que funcionam diversas plataformas.
2- Interoperabilidade de servidores: Xandros vai licenciar um grande grupo de protocolos de comunicação da Microsoft e vai desenvolver melhorias no Xandros Server de forma a permitir uma interoperabilidade melhor com o Windows Server.
3- Compatibilidade de documentos: O objetivo é permitir a troca de arquivos entre as duas plataformas. Para isso, Xandros vai participar de um grupo formado por várias empresas que estão desenvolvendo tradutores open source que permitam a interoperabilidade entre documentos Open XML e Open Document Format.
4- Garantia de propriedade intelectual: Com o acordo, os clientes da Xandros terão a garantia de que a tecnologia usada em seus ambientes está de acordo com os direitos de propriedade intelectual da Microsoft.
5 – Suporte de vendas e marketing da Microsoft: A Microsoft vai endossar o Xandros Server e o Desktop como uma distribuição Linux preferencial.
Não existe almoço grátis
Há alguns dias, Bryan Kirschner escreveu um post sobre sua participação em dois eventos: a Open Source Business Conference e o Microsoft Open Source ISV Forum, que aconteceram em maio.
Kirschner diz que a participação nos dois eventos o fez pensar sobre como grupos tão diferentes tentam encontrar o equilíbrio entre ser bons cidadãos em suas comunidades mesmo sendo pagos.
Ficou curioso? Clique agora mesmo no post de Kirschner e confira o texto na íntegra.
Tom Hanrahan
Nesta sexta-feira, Sam Ramji escreve um post de boas-vindas a Tom Hanrahan, que chega ao Laboratório Open Source para ocupar o cargo de diretor de Interoperabilidade Linux.
Ele vai liderar o trabalho de interoperabilidade Linux/Windows, incluindo o laboratório de interoperabilidade Microsoft/Novell. Leia agora mesmo o post completo de Ramji.
A Information Week americana publicou uma reportagem sobre a chegada de Hanrahan à Microsoft. O texto diz que o executivo traz 30 anos de experiência no mundo open source.
Antes de se juntar ao time do Laboratório Open Source da Microsoft, Hanrahan trabalhou na IBM e Intel e era o atual diretor de engenharia da Linux Foundation, organização criada pela união do Open Source Development Labs e o Free Standards Group.
Microsoft libera Microsoft SDK para formatos OpenXML
A Microsoft acaba de liberar o SDK para formatos OpenXML. Esse SDK é construído diretamente no System.IO. Packaging API e fornece arquivos para manipular documentos em Open XML.
A companhia fornece uma biblioteca para que o acesso aos arquivos seja efetuado, como parte das tecnologias WinFX, no System.IO.Packaging. Para saber mais sobre o SDK acesse o site da Microsoft.
OpenXML4J
Nesta segunda-feira, meu amigo Dirk Frehse me mandou um e-mail perguntando se já tinha ouvido falar em OpenXML4J.
Trata-se de uma biblioteca Java dedicada à criação e manipulação de documentos baseados em Office Open XML (ECMA-376) e OPC (aka XPS) como, por exemplo, documentos gerados por Word, Excel e PowerPoint do Office 2007.
Dirk explica que o OpenXML4J fornece um meio de criar e de manipular documentos Open XML para vários cenários, como inspeção de conteúdo, consumo de documentos por sistemas de retaguarda etc., sem a necessidade de se usar qualquer suíte de ferramentas de produtividade.
Para mais informações, visite o site Openxml4j.org.
Valeu pela dica, Dirk!
Uma entrevista com Dr. David Holder
Sam Ramji entrevistou Dr. David Holder, um especialista em IP e interoperabilidade Windows/Linux. O encontro aconteceu no Samba XP, uma conferência de desenvolvedores que acontece todos os anos. Em sua palestra no evento, Holder falou sobre o protocolo IPv6, implementação e interoperabilidade.
Leia o post na íntegra e confira a entrevista.
Procura-se desenvolvedores especializados em ECMA OXML
Com a adesão ECMA OXML nas novas versões do Microsoft Office System e do Microsoft Office 2007, cresce a demanda por desenvolvedores especializados no formato. Entre as vantagens de se usar o novo formato, estão a isenção de royalties, interoperabilidade, compatibilidade, estabilidade, eficiência e segurança. O ECMA OXML permite, por exemplo, que um provedor de tecnologia integre documentos, planilhas e apresentações em suas soluções ou sistemas de negócios.
Tendo em vista este cenário vantajoso, que favorece a interoperabilidade em um ambiente heterogêneo, é esperado que a adesão ao ECMA OXML cresça e com ela a necessidade por profissionais especializados.




