Virtual Machine para Linux 2.0
O pessoal do Port 25 postou uma novidade esses dias: o lançamento da Virtual Machine para Linux 2.0. Essa tecnologia foi desenvolvida para aumentar a usabilidade e interoperabilidade para rodar máquinas virtuais ou sistemas operacionais Linux como convidados dentro do Virtual Server.
Distribuições incluídas nessa versão:
Red Hat Enterprise Linux 2.1 (update 6)
Red Hat Enterprise Linux 3 (update 6)
Red Hat Enterprise Linux 4
SuSE Linux Enterprise Server 9
SuSE Linux Enterprise Server 10
Red Hat Linux 7.3
Red Hat Linux 9.0
SuSE Linux 9.2
SuSE Linux 9.3
SuSE Linux 10.0
Você pode encontrar mais informações aqui.
Trabalho entre amigos
A amizade de Dênis Baptista Rosas com os outros bolsistas do Microsoft Innovation Centers para Interoperabilidade com Open Source da Unicamp facilita o dia-a-dia de trabalho. “Muitas vezes passamos madrugadas juntos terminando projetos, horário que todo mundo está livre =), tomando chimarrão sempre com algumas paradas pro nosso cafezinho e algumas vezes até saímos pra jogar uma sinuca”, diz o estudante.
O horário de trabalho dos bolsistas é livre e Dênis prefere ir ao laboratório à tarde e de madrugada. A rotina dos estudantes é muito mais focada em pesquisa e configuração do que em programação e o laboratório também é freqüentado por alunos de computação. Nas reuniões semanais, os bolsistas reportam o andamento dos projetos ao coordenador Cesar Brod. “Eu gosto muito trabalhar aqui porque temos muita liberdade para criar e projetos muito interessantes”, afirma Dênis.
O projeto no qual o bolsista trabalha desde setembro do ano passado é o Interop Router, cujo objetivo é dividir o cálculo de uma planilha em pequenas expressões e distribui-las entre dois clusters Linux e Windows. A finalidade é mostrar que é possível colocar clusters Linux e Windows executando uma mesma tarefa. “Hoje existe uma grande demanda no mercado para que softwares de plataformas diferentes possam ‘conversar’ entre si. O objetivo do laboratório é dar exemplos de pequenos projetos OpenSource que mostram que a interoperabilidade de softwares da plataforma Microsoft e outros softwares, especialmente do Linux, é possível e procuramos documentar o máximo possível”, explica Dênis.
Equipes dos Innovation Centers se encontram em Gramado
Entre os dias 24 e 27 de outubro aconteceu em Gramado, Rio Grande do Sul, o 19º International Symposium on Computer Architecture and High Performance Computing (SBAC). Quase 50 instituições, entre empresas e universidades, participaram do encontro, entre elas Intel, USP, Petrobras, e centros de estudo de outros países, como Universidade da Califórnia e Indian Institute of Science.
Como escrevi, a Microsoft aproveitou a ocasião para promover o encontro dos bolsistas que trabalham nos Innovation Centers apoiados pela empresa na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na Unicamp. Os professores orientadores participaram também de um jantar de confraternização, junto com Fabiana Santos, da Microsoft.
Computação de alta performance é uma das muitas linhas de desenvolvimento da Microsoft, junto com os vários aspectos de interoperabilidade entre plataformas. Esta foi a razão pela qual a empresa foi uma das patrocinadoras desta edição do evento. Um dos editores e coordenador geral do simpósio, Philippe Navaux, é também um dos professores-coordenadores dos projetos do Innovation Center UFRGS Microsoft. Além dele, todos os professores que estão ligados aos Innovation Centers apresentaram trabalhos no congresso.
O professor Nicolas Mailard, junto com o professor Claudio Schepke, ambos do Grupo de Processamento Paralelo e Distribuído da UFRGS, apresentaram trabalho sobre melhorias de desempenho em simulações de escoamento de fluidos em implementações que usam a MPI (Message Passing Interface). Ainda com um grupo do INRIA da França, Mailard apresentou trabalho sobre o suporte à orientação a componentes para o uso da MPI na programação em ambientes Multi-Cluster. Junto com os professores Navaux e Márcia Cera, orientadora do trabalho de avaliação de performance em clusters com WCCS no Innovation Center UFRGS Microsoft, Nicolas apresentou também um trabalho sobre a nova MPI-2.
O Professor Navaux foi co-autor de trabalhos sobre a reutilização especulativa de acessos a memória e compartilhamento de cache em chip multiprocessado. Nesse último, um dos outros autores é Henrique Freitas, que orienta o trabalho do Innovation Center UFRGS/Microsoft sobre paralelismo em chips multicore sobre o qual já falamos no Porta25. Navaux e Nicolas estão juntos novamente em um trabalho sobre o impacto do uso de programas MPI em máquinas virtuais.
O Professor Sandro Rigo, coordenador acadêmico do Innovation Center Unicamp/Microsoft apresentou um mini-curso sobre o uso de memórias transacionais para a programação concorrente. Além de assistir aos trabalhos apresentados, os bolsistas dos Innovation Centers Microsoft da UFRGS e Unicamp tiveram momentos de confraternização e troca de idéias. “Com isso, queremos intensificar ainda mais a relação dos bolsistas de todos os Innovation Centers. Nada melhor do que criar um encontro em um ambiente de profunda inovação tecnológica como o SBAC, junto com momentos de descontração e pura construção de laços de amizade”, afirma Fabiana Santos.
Raul e sua segunda casa
O projeto atual de Raul Kist no Microsoft Innovation Centers para Interoperabilidade com Open Source da Unicamp é um roteador que consiga mascarar e distribuir processos entre um cluster Windows (WCCS) e outro Linux, rodando SuSE. “Essa solução propiciará a possibilidade de mesclar clusters com sistemas operacionais diferentes para a realização de uma tarefa em comum”, explica o bolsista.
A equipe trabalha em projetos open source relacionados a interoperabilidade e computação de alta performance (High Performance Computing – HPC). “A idéia é produzir material que ajude a resolver problemas de interação entre sistemas”, diz.
Desde o início do projeto, os bolsistas da Unicamp e da UFRGS utilizam o Codeplex em conjunto e, segundo Raul, a ferramenta se mostrou um lugar de fácil acesso e edição para divulgar informações.
O bolsista conta que o laboratório virou sua segunda casa. “É mais facil, para meus colegas de faculdade, me achar lá do que em casa ou em aula. Virou um hábito sentar no laboratório para pesquisar ou programar alguma coisa a ver ou não com os projetos. Minha cuia de chimarrão está lá, temos canecas para o café nas madrugadas e os guardas do Instituto de Computação já estranham quando a gente não passa uma noite na semana por lá”, conta.
Para ele, a liberdade de horários é uma das melhores coisas do laboratório. “E trabalhamos em coisas inéditas, geralmente em assuntos novos e com os quais nunca tivemos contato, o que torna os projetos muito instigantes e nos motiva a sempre ir atrás de mais conhecimentos”.
Coisas que ninguém sabe sobre a Microsoft, por Meio Bit
Nesta quinta-feira, o Meio Bit publicou um post com o título “Coisas que ninguém sabe sobre a Microsoft“. Reproduzo abaixo, pois vale a pena ler.
A Microsoft, já há muitos anos, é vista por muitos como a verdadeira encarnação do demo. O anti-cristo em pessoa (jurídica). Porém a grande maioria das pessoas que defendem esta visão apocaliptica não conhecem alguns detalhes a respeito do que a empresa oferece, do que ela faz e de seus produtos. Então a questão é: se você deseja falar bem ou mal, não interessa, mas faça isso sabendo o que está falando. Portanto, segue abaixo uma pequena lista. Se descobrir que desconhece a grande maioria dos fatos, é bom repensar um bom número de conceitos.
Vamos ao estilo “Você Sabia ?”:
1) Que governos têm direito de acesso ao código fonte do Windows para garantir sua soberania nacional?
Veja em http://www.microsoft.com/resources/sharedsource/default.mspx
e http://www.microsoft.com/resources/sharedsource/Licensing/GSP.mspx
2) Que empresas particulares podem ter o direito de acesso ao código fonte do windows na forma de consulta para o desenvolvimento de drivers e outros recursos que necessitem de alta integração com o sistema, em alguns casos de forma paga, em outros de forma totalmente gratuita?
Veja em http://www.microsoft.com/resources/sharedsource/Licensing/Enterprise.mspx e http://www.microsoft.com/resources/sharedsource/Licensing/OEM.mspx e http://www.microsoft.com/resources/sharedsource/Licensing/SystemsIntegrator.mspx
3) Que o código fonte do kernel do Windows não apenas está disponível para uso em sala de aula, mas foi organizado de forma didática para a realização de experiências?
Veja em http://www.microsoft.com/resources/sharedsource/Licensing/WindowsAcademic.mspx
4) Que o Windows CE não é apenas um Windows para dispositivos móveis, mas possui uma ferramenta (Platform Builder) que permite que se monte um novo sistema operacional a partir da escolha de milhares de peças que formam o Windows CE, desta forma criando sistemas operacionais específicos para determinados hardwares (sistemas embarcados) sem o excesso de funcionalidades? Além disso o custo de licença da unidade do sistema operacional é adaptado a partir das partes escolhidas pelo desenvolvedor, podendo ficar um valor a partir de aproximadamente US$ 10,00 a unidade?
Veja em http://msdn2.microsoft.com/en-us/embedded/aa731407.aspx e http://msdn2.microsoft.com/en-us/library/aa448756.aspx
5) Que as urnas eletrônicas brasileiras foram criadas com base no Windows CE embarcado conforme a tecnologia citada no item 4?
http://www.unisys.com.br/news/imprensa/release99.htm
“A Unisys e a Diebold Procomp, fabricantes de urnas eletrônicas de São Paulo, tinham planos de exportar a tecnologia para os países vizinhos. Em vez de emprestar algumas poucas urnas para fazer propaganda, o governo Lula decidiu bancar as eleições alheias. Só para o Paraguai foram emprestadas 15.000 urnas para as eleições de 2005 e 2006. A empresa Vesta, de São Paulo, deixou de vender softwares de compras públicas on-line para a Bolívia porque Lula, em seu primeiro ano no poder, resolveu oferecer ao país, de graça, um programa com a mesma função. “O governo federal não só reinventou a roda com o software livre à custa do contribuinte, como prejudicou a competição no mercado de tecnologia”, diz Paula Santos, sócia da Vesta. É a política do software livre contra o livre
mercado. “
http://veja.abril.uol.com.br/170506/p_068.html
“O governo brasileiro e os partidos políticos brasileiros, por exemplo, realizaram auditoria do código de 50 mil urnas eletrônicas baseadas no sistema operacional Windows CE”
Emilio Umeoka, Presidente da Microsoft Brasil
http://www.camara-e.net/newsletter/2004/newsletter02marco04.html
A desinformação me dá nojo, especialmente quando encontro, tendo como fonte uma universidade, um artigo como este :
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252002000200012&script=sci_arttext
6) Que qualquer curso de nível técnico ou superior com matérias de informática pode realizar um contrato chamado MSDN AA (US$ 499,00/ano, menos de R$ 1.000,00/ano), através do qual a instituição de ensino ganha o direito de usar os softwares Microsoft (exceto MS Office) em qualquer quantidade nos seus laboratórios, distribuir cópias oficiais em qualquer quantidade para os professores e distribuir cópias oficiais em qualquer quantidade para seus alunos? Muitas universidades nacionais possuem esse contrato, mas infelizmente não divulgam aos alunos e não são organizadas o suficiente para distribuirem os softwares. Se as universidades tivessem aderido em massa a este contrato na época em que o país foi ameaçado devido ao seu volume de pirataria o problema teria sido facilmente sanado.
Veja mais em http://www.microsoft.com/brasil/educacao/comunidadeacademica/msdnaa/default.mspx. Conheça a lista de universidades que possuem o contrato em http://www.msdnaa.net/search/SchoolSearchIntl.aspx
7) Que a Microsoft mantém um repositório curricular no qual existem inúmeros programas de curriculo acadêmico fornecidos como sugestão para uso em sala de aula e podendo ser livremente adaptados?
Veja em http://www.academicresourcecenter.net/curriculum/browse/default.aspx
Que a Microsoft mantém o Faculty Connection, algo como uma comunidade voltada ao meio acadêmico e que fornece ao professor o Visual Studio 2005 Professional gratuitamente (isso, claro, se a instituição já não possuir o MSDN AA)?
Veja em http://www.microsoft.com/Education/FacultyConnection/BR/Default.aspx?c1=pt-br&c2=BR
9) Que a Microsoft mantém no Brasil um projeto chamado Aluno Monitor, que permite a inúmeros estudantes de todo o país se dedicarem ao estudo da tecnologia e terem uma grande oportunidade na vida?
Veja em http://www.microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/aluno_monitor.mspx
10) Que a Microsoft tem realizado o projeto S2B – Student To Bussiness – anteriormente denominado ProForm – uma preparação de estudantes para o mercado de trabalho que encontra-se extremamente carente de mão de obra? Tudo sem custo algum para o estudante.
Veja em http://proform.msdnbrasil.tempsite.ws/
11) Que o MS Ajax Toolkit, um conjunto de componentes gratuitos para o desenvolvimento web, foi criado com a participação da comunidade – convidada a sugerir e produzir os componentes do Ajax Toolkit, mantendo-os com código fonte aberto e hospedados no CodePlex?
Veja em http://www.codeplex.com/AtlasControlToolkit/Release/ProjectReleases.aspx?ReleaseId=4941
12) Que o MS Ajax tem seu código fonte aberto?
13) Que a Microsoft abriu o código fonte de inúmeras bibliotecas do framework .NET 3.5?
14) Que a Microsoft criou uma divisão – Patterns & Practices – apenas para pesquisar as melhores formas de realizar desenvolvimento de software com o framework .NET e que esta divisão constantemente disponibiliza código fonte, white papers e manuais que podem ser todos livremente utilizados pelos desenvolvedores?
Veja em http://msdn2.microsoft.com/pt-br/practices/default.aspx
15) Que as licenças de código fonte aberto da Microsoft permitem que você manipule o código fonte à vontade, gerando novos produtos de código fonte fechado e proprietário se assim desejar, ao contrário da licença GPL que foi aplicada, por exemplo, nos drivers do banco MySQL, obrigando a todos que usam MySQL a pagar pela licença ou abrir o fonte de suas aplicações na internet?
16) Que a Microsoft possui versões gratuitas (chamadas de express) de seus atuais produtos de desenvolvimento, sem restrição a uso comercial e incluindo o SQL Server com suporte a bancos de até 4 GB?
Vejam em http://msdn2.microsoft.com/pt-br/express/default.aspx e http://www.microsoft.com/sql/editions/express/default.mspx
17) Que a Microsoft possui sua própria licença de código fonte aberto aprovada oficialmente pelo OSI Board, sendo que a Microsoft seguiu todos os processos padrões de aprovação, não recebendo nenhum tratamento especial, e que essa licença irá auxiliar muito no processo de interoperabilidade com o Suse, interoperabilidade esta que irá crescer consideravelmente?
Veja em http://opensource.org/licenses/ms-pl.html e http://opensource.org/licenses/ms-rl.html
18) Que a Microsoft mantém um portal, Porta25, com o objetivo de debater questões de interoperabilidade com outros ambientes?
Veja em http://porta25.technetbrasil.com.br/porta25/
19) Que a Microsoft possui um sistema de eventos on-line – webCasts – gratuito, com inúmeros eventos ocorrendo a cada semana e de alto nível técnico, permitindo um estudo aprofundado da plataforma sem nem ao menos sair de casa?
Veja em http://www.microsoft.com/brasil/msdn/eventos/eventos.mspx e http://www.microsoft.com/brasil/technet/eventos/webcasts/default.mspx
20) Que a Microsoft fornece grande apoio a eventos realizados pela comunidade de profissionais Microsoft, permitindo até mesmo o registro e divulgação dos eventos no site da própria Microsoft?
Veja em http://www.microsoft.com/brasil/msdn/eventos/EventosPresenciais.mspx
Então, concluindo: Se querem falar bem ou mal, é com vocês, mas falem com conhecimento de causa.
Parceria Microsoft e TurboLinux é expandida
Nesta segunda-feira, 22/10, a Microsoft e a Turbonlinux – cliente e distribuidor e servidor Linux para Japão e China – anunciaram um amplo acordo de negócios que expande suas colaborações mais recentes. O acordo avança no ramo de operações conjuntas, pesquisas futuras e colaborações de desenvolvimento, assim como no fornecimento de segurança de IP para usuários Turbolinux. Um ponto-chave para o consumidor é o desenvolvimento de uma solução colaborativa de “entrada única”, que permita a usuários a usar um set de credenciais para entrar em dispositivos Windows e Turbolinux.
Microsoft e Novell criam laboratório para oferecer interoperabilidade entre sistemas
A Microsoft e a Novell vão oferecer aos seus usuários novas tecnologias de interoperabilidade voltadas, principalmente, ao Windows Server e SUSE Linux Enterprise. Para que isso aconteça, as duas companhias selecionaram profissionais técnicos para atuar em conjunto no desenvolvimento de novas soluções de software que auxiliem tanto a comunidade tecnológica quanto os usuários dos seus produtos.
Com sede em Cambridge, em Massachusetts, EUA o objetivo do laboratório é fazer com que as duas empresas trabalhem em parceria para a criação e testes de novas soluções de software que garantam o uso conjunto entre seus sistemas. Esse acordo histórico fará, num primeiro momento, a virtualização entre as tecnologias de ambas as companhias. Depois, também atuaremos em padronização de sistemas e compatibilidade de formatos de documentos Office.
Recentemente, o estado de Massachusetts ratificou oficialmente sua política de Enterprise Technical Reference Model (ETRM) para o formato de arquivo Open XML. Dessa forma, os usuários de TI do governo de Massachusetts têm a liberdade de escolher o padrão que melhor atende às suas necessidades.
Virtualização a fundo
Manuela Klanovicz Ferreira trabalha no projeto VISA (Virtualization Instruction Set Architecture) do Microsoft Innovation Centers para Interoperabilidade com Open Source da UFGRS.
O objetivo final do projeto é criar um conjunto de instruções que facilitem a virtualização em multi-core. Dessa forma, o que é feito em software por meio do hipervisor poderá ser feito diretamente no hardware, por meio das instruções criadas. “Com isso pretende-se ganhar em desempenho e simplificar o próprio hipervisor”, explica Manuela. “As instruções que oferecem suporte à virtualização atualmente não são voltadas para o contexto multi-core,” completa. O projeto envolve dois conceitos:
Virtualização: capacidade de executar diversos sistemas operacionais ao mesmo tempo, na mesma máquina, dividindo recursos de hardware como memória, disco e capacidade de processamento.
Multi-core: processadores que têm mais de um núcleo de processamento.
Manuela está trabalhando no projeto desde abril de 2007, sob a orientação do doutorando Henrique Freitas e do professor Philippe Navaux. “Do início do projeto até agora eu estudei a fundo virtualização, multi-core e o suporte à virtualização já existente, mas que não é voltado para multi-core”, conta. Atualmente a bolsista está implementando um modelo de processador utilizando as ferramentas de descrição e simulação ArchC e SystemC. O modelo é baseado no MIPS R3000 e, depois de pronto, a idéia é medir o seu desempenho por meio de simulação.
Sobre o trabalho no Microsoft Innovation Centers para Interoperabilidade com Open Source, Manuela diz que, embora cada bolsista trabalhe no seu projeto, um ajuda o outro. “Trabalhar em grupo sempre é interessante, pois podemos resolver nossos problemas mais facilmente pedindo a ajuda do colega. Além disso, resolvendo o problemas dos outros, aprendemos coisas novas”, finaliza.
Com a palavra, Mike Milinkkovich, da Fundação Eclipse
Para encerrar esta semana, gostaria de indicar uma entrevista que a equipe do Port 25 fez com Mike Milinkkovich, diretor executivo da Fundação Eclipse, uma comunidade open source apoiada por uma organização sem fins lucrativos dedicada a desenvolver um ambiente de desenvolvimento open source. No podcast, Mike fala sobre a história da Eclipse e de sua experiência em ciência da computação.
Computação de alta performance em Gramado
Na próxima semana, entre os dias 24/10 e 27/10 será realizada a 19ª edição do Simpósio de Arquitetura Computacional e Computação de Alta Performance. O evento apresentará novos desenvolvimentos e aplicações de alta performance, além de tendências.
Este ano, o simpósio acontecerá em Gramado, Rio Grande do Sul. Durante o evento, será realizado o primeiro encontro entre os bolsistas dos Microsoft Innovation Centers para Interoperabilidade com Open Source da Unicamp e UFGRS. O objetivo é promover a integração entre as equipes das duas universidades.
“Queremos que uma equipe possa trocar idéias, sanar dúvidas, enfim, colaborar de maneira mais próxima à outra. Temos projetos complementares, por exemplo, em HPC, onde o Danilo, da UFRGS, trabalha com avaliação de performance enquanto, na Unicamp, Raul, Bruno e Denis trabalham com o Interop Cluster, que permite a distribuição de trabalhos entre clusters, independente de seu sistema operacional”, diz Cesar Brod, coordenador dos bolsistas.
Duas licenças shared source da Microsoft aprovadas pela OSI
A OSI (Open Source Initiative) aprovou formalmente duas licenças shared source da Microsoft: Microsoft Public License e Microsoft Reciprocol License. A aprovação significa que as licenças satisfazem os 10 critérios da definição open source. A avaliação começou em agosto e a Microsoft respondeu perguntas e submeteu as licenças às políticas e procedimentos da OSI. No site da OSI é possível ler o texto sobre a aprovação das licenças na íntegra.
Duas licenças Shared Source
De vez em quando, trabalho na madrugada
De vez em quando Bruno Aguiar Melo troca a noite pelo dia no laboratório open source da Unicamp. Isso acontece apenas em semanas de provas e trabalhos, pois, em geral, o bolsista prefere chegar cedo ao laboratório. O trabalho é sem rotina. A cada dia surge uma nova atividade. “Não só desenvolvo, mas também planejo, gerencio alguns alunos em projetos paralelos e sempre tiro alguns minutos para um café”, conta.
O projeto de Bruno é focado no desenvolvimento de soluções open source que estimulem e exemplifiquem a interoperabilidade entre sistemas. “Um dos objetivos atuais é finalizar um cluster que utiliza nós rodando Windows ou Linux, propondo à comunidade da computação de alta performance uma opção de integração, aumentando a capacidade de processamento com mais terminais, independentes de sistema operacional”, explica.
O projeto do bolsista começou a ser desenvolvido em conjunto com o laboratório open source da UFRGS. A opção pelo Codeplex aconteceu, em parte, para facilitar o contato entre os dois grupos, já que o site tem formato de uma Wiki e permite edições rápidas.
Microsoft capacita estudantes
O trabalho de capacitação de jovens promovido pela Microsoft acaba de receber novo impulso. Estão abertas, a partir de 15 de outubro, as inscrições para o Student to Business.
O projeto objetiva oferecer gratuitamente cursos de especialização e capacitação a estudantes dos ensinos médio, técnico e universitário interessados em tecnologia da informação, facilitando seu ingresso no mercado de trabalho.
Os produtos que estarão disponíveis para os alunos são: Visual Studio 2005 Professional Edition, Visual SourceSafe 2005, SQL Server 2005 Developer Edition – 32-bit, SQL Server 2005 Developer Edition – 64-bit Extended, OneNote 2007, Project Professional 2007, Visio Professional 2007, Windows XP Professional SP2 ISO, Windows Vista Business DVD e Windows Server 2003 Standard Edition.
O Student to Business é mais uma iniciativa da Microsoft visando a criação de soluções inovadoras que atendam às necessidades de clientes de portes e segmentos diversos. Trata-se também de campo fértil para o surgimento de ferramentas de interoperabilidade, foco do trabalho realizado pela empresa nos seus laboratórios na UFRGS e na Unicamp. Para saber mais a respeito do Student to Business, clique aqui.
Zend e Microsoft
A Microsoft e a Zend anunciaram que vão continuar a trabalhar no FastCGI e em um hosting PHP para Windows Server. A Zend se comprometeu a redistribuir o FastCGI no Zend Core, sua oferta PHP5. Além disso a Zend vai se certificar que o Zend Core suporta completamente a opção de instalação Server Core para Windows Server 2008.
As duas empresas também anunciaram que vão inserir um componente na plataforma Zend para garantir suporte para desenvolvedores PHP. Isso reduzirá custos de desenvolvimento e ajudará a deixar a Internet mais segura.
A Microsoft também anunciou o lançamento da primeira Community Technology Preview do driver para PHP do SQL Server 2005. Esse driver oferece uma API desenvolvida para permitir uma integração confiável e escalável entre SQL Server e aplicações PHP desenvolvidas na plataforma Windows. Mais informações, você encontra no site da Microsoft.
Office e Vista para Mac
A versão Mac do Microsoft Office correspondeu a 20% das vendas do produto no mercado varejista norte-americano. Em se tratando das versões Ultimate e Business do Vista, o número atinge 10%.
A notícia tem um desdobramento interessante: mostra que o esforço de interoperabilidade dentro da Microsoft está obtendo resultados concretos, inclusive abrindo portas para o desenvolvimento de ferramentas Macintosh fora da Apple.
Quem estiver interessado em conhecer os recursos de interoperabilidade entre o Apple Macintosh e o Microsoft Windows pode acessar conteúdo, em inglês, aqui.
DotNetNuke
Ainda não falei aqui sobre DotNetNuke, uma aplicação web escrita em Visual Basic para a plataforma ASP .Net. No site do projeto, em www.dotnetnuke.com, é possível experimentar um ambiente de demonstração para usar o sistema. Lá também há um vídeo que mostra como gestores podem aproveitar a plataforma e ganhar novos recursos e funcionalidades com a adição de módulos desenvolvidos pela comunidade.
Outra boa fonte para saber mais sobre o assunto é o blog mantido por Marcelo Almeida, cujo objetivo é falar sobre DotNetNuke, especialmente no Brasil.
Desenvolvedores terão acesso ao código fonte da plataforma .Net
Esta semana, Scott Guthrie, gerente geral da plataforma .Net, anunciou em seu blog que a Microsoft vai liberar o código da plataforma para desenvolvedores ainda este ano.
Guthrie escreve que desenvolvedores poderão fazer o download e navegar nas libraries .Net para permitir debugging e suporte à plataforma. O código fonte será liberado sob a licença Microsoft Reference License, permitindo, entre outras coisas, o desenvolvimento de ferramentas interoperáveis com o ambiente .Net.
Até mesmo críticos da Microsoft como Joe Wilcox vêem benefícios no anúncio. “A maior meta da Microsoft é aumentar o desenvolvimento ligado à plataforma .Net”, disse Wilcox.
Microsoft participa do 2º ENSL
Como já havia acontecido em outras oportunidades, a Microsoft participou novamente de um evento voltado para a comunidade apoiadora do software livre e de código aberto. Realizado no final de setembro, o II ENSL (Encontro Nordestino de Software Livre) recebeu palestra de Fabio Cunha. O ITPro Specialist da Microsoft e gerente do Laboratório de Interoperabilidade da empresa na UNICAMP apresentou o tema Open Source e Interoperabilidade.
Entre os tópicos em discussão, estiveram a evolução do mercado Open Source e o papel da Microsoft nesse cenário, além das iniciativas de interoperabilidade promovidas pela empresa através de pesquisas realizadas em parceria com universidades. Da mesma forma que já havia ocorrido durante o Fórum Internacional Software Livre e a LinuxWorld, a Microsoft agradece a oportunidade de participar e contribuir para o desenvolvimento de ferramentas de código aberto.
Conversor de documentos para OpenXML
Desenvolver um conversor de documentos de texto para o formato OpenXML a partir de diversos formatos de entrada é o projeto no qual Caetano Sauer participa no laboratório Microsoft Innovation Center da UFRGS. O trabalho do bolsista envolve a geração dos documentos convertidos, o estudo de compiladores e o desenvolvimento de ferramentas genéricas de parsing. “Estou desenvolvendo o projeto desde abril, sob a orientação do professor Nicolas. Até agora desenvolvemos um protótipo que converte arquivos RTF para OpenXML”, diz Sauer.
O bolsista conta que agora começa a trabalhar para oferecer o conversor como um webservice. No futuro, Sauer pretende desenvolver a generalização do conversor, para que ele leia múltiplos formatos a partir de suas respectivas especificações gramaticais.
Na UFRGS, os bolsistas trabalham separadamente, em ambientes compartilhados com outros grupos de pesquisa, como o Grupo de Processamento Paralelo e Distribuído e o Grupo de Computação Gráfica. “A cada duas semanas fazemos uma reunião com todo o pessoal do núcleo, com a finalidade de compartilharmos as experiências vivenciadas em cada projeto”, afirma Sauer.
Chimarrão e pizza madrugadas a dentro
O laboratório open source da Unicamp tornou-se parte da vida de Carolina Simões Gomes, uma das bolsistas do projeto apoiado pela Microsoft. Ela passa boa parte de seu tempo [na universidade no laboratório da universidade, desenvolvendo seu projeto sobre interoperabilidade entre plataformas. “Programo bastante, tanto coisas relativas ao projeto principal quanto aos paralelos. Em setembro, por exemplo, fiz diversos testes usando o XNA Framework, uma ferramenta de desenvolvimento de jogos da Microsoft”, conta Carolina, que também atende usuários que chegam ao laboratório com dúvidas ou querem baixar software via MSDN-AA.
A equipe da qual Carolina faz parte desenvolve um projeto ligado ao conceito de interoperabilidade entre plataformas, com foco, principalmente, no mundo da Computação de Alta Performance (HPC). Atualmente, o time trabalha para que, utilizando um cluster Linux e um cluster Windows, os dois atuem como um só, utilizando uma espécie de roteador que distribui tarefas para ambos. “A comunidade de HPC poderá aproveitar esse novo recurso para montar clusters heterogêneos que atendam melhor suas necessidades, sem precisar modificar os sistemas operacionais”, explica a bolsista.
Os bolsistas também trabalham em outros projetos. No semestre anterior, montaram redes de computadores heterogêneas usando OpenLDAP e Active Directory para autenticação conjunta de usuários. Além disso, fizeram testes usando recursos .NET para manipular o padrão OpenXML.
Mas a rotina no laboratório também tem espaço para momentos de descontração, mesmo quando o trabalho avança noite a dentro. “Somos uma equipe e somos amigos e isso torna mais divertidos os desafios que enfrentamos nos projetos. Quando vamos passar parte da madrugada trabalhando, pedimos pizza; o Raul tenta me convencer a tomar chimarrão e quase nunca consegue. O Bruno e seu violão, o Denis trazendo o cafezinho básico para todos, eu indo dar uma volta ao redor do Instituto de Computação para esfriar a cabeça”, diverte-se Carolina.




